CIÊNCIA FLUTUANTE
O que acontece quando a ciência deixa o laboratório e segue o curso dos rios? Ciência Flutuante acompanha dez pesquisadores amazônidas e suas investigações nos estados do Amazonas e do Pará. Ao longo do caminho, eles encontram estudantes do ensino médio da rede pública, que participam dessa jornada com perguntas, inquietações e outros modos de olhar para o mundo. Aqui, o laboratório pode ser uma floresta, um rio, uma comunidade quilombola, uma árvore centenária ou o céu estrelado. Entre conhecimento científico, saberes tradicionais e vida cotidiana, a série percorre diferentes Amazônias para descobrir a ciência que nasce do território — e retorna a ele.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA:
12
GÊNERO:
Documentário
REGIÃO:
Norte
NÚMERO DE EPISÓDIOS:
10
DURAÇÃO MÉDIA DOS EPISÓDIOS:
26
DIREÇÃO:
FLÁVIA ABTIBOL
SOBRE A DIREÇÃO:
Flávia Abtibol é diretora e roteirista afroameríndia, nascida na Amazônia, onde desenvolve a maior parte de seu trabalho audiovisual há mais de 20 anos. Sua trajetória atravessa comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, assim como os territórios urbanos da região. Dirigiu e roteirizou os curtas Strip Solidão, vencedor do Amazonas Film Festival e integrante da Mostra de Tiradentes; Dom Kimura, representante do Amazonas na Mostra Sesc Nacional; e O Céu dos Índios, vencedor do Prêmio de Roteiro da Fundaj. É também diretora e roteirista da série Ciência Flutuante, produzida para TVs públicas, e do telefilme Deus me Livre, Mas Quem me Dera, coproduzido com a Globo Filmes. Atualmente finaliza os longas documentais Gente-Estrela, com distribuição da Boulevard Filmes, Parque das Tribos e Moacir por Todas as Cores. Foi produtora executiva do longa de ficção A Terra Negra dos Kawa, dirigido por Sérgio Andrade, e divide com Zeudi Souza a direção do longa Iluminação, também de Sérgio Andrade. Durante dez anos, dirigiu minidocumentários científicos para a Fiocruz, realizando trabalhos em comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia. Também dirigiu videoclipes para artistas como Gaby Amarantos e Djuena Tikuna.
Fim do Prazo de Licenciamento:
18/08/2028
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1 - NIRO HIGUCHIHá décadas, o engenheiro florestal Niro Higuchi investiga os caminhos para conservar a floresta amazônica. Em uma caminhada pela reserva do INPA, encontramos árvores com centenas de anos de história. Entre medições, observação e tempo, a floresta se revela como um imenso laboratório vivo. E nos ajuda a compreender por que mantê-la de pé é também uma ciência.
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2 - VALDELY KINUPPPANCs contra a Fome Quantas plantas comestíveis existem ao nosso redor sem que saibamos reconhecê-las? Valdely Kinupp apresenta o universo das Plantas Alimentícias Não Convencionais, as PANCs. Espécies amazônicas pouco conhecidas revelam sabores, nutrientes e novas possibilidades para a alimentação. Uma ciência que começa no quintal e pode chegar até a merenda escolar.
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3 - MARILENE CORRÊAHomem e Natureza Milhões de pessoas vivem na Amazônia, mas suas experiências ainda são pouco conhecidas fora dela. Marilene Corrêa nos convida a olhar para as sociedades amazônicas para além dos velhos estereótipos. Uma região feita de cidades, rios, culturas, conflitos e diferentes formas de existir. Porque compreender a Amazônia também significa compreender quem vive nela.
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4 - EDITHE PEREIRABerço das Civilizações Amazônidas Nas serras de Monte Alegre, pinturas rupestres atravessaram milhares de anos para chegar até nós. A arqueóloga Edithe Pereira percorre cavernas e sítios que ajudam a contar antigas histórias da ocupação humana na Amazônia. Vestígios, pigmentos e paisagens revelam a profundidade histórica desse território. Um patrimônio extraordinário — e uma responsabilidade para as gerações que agora o recebem.
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5 - JULIO SCHWEICKARDTBem-Viver na Colônia A história da saúde na Amazônia também guarda capítulos difíceis. Julio Schweickardt revisita a época em que pessoas com hanseníase eram afastadas do convívio social e levadas para colônias. Em Paricatuba, ruínas e memórias revelam as marcas deixadas por essa política de isolamento. Conhecer esse passado é também uma maneira de pensar o cuidado no presente.
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6 - JAIME DIÁKARACosmologia Indígena O céu também pode ser um calendário. Jaime Diákara apresenta uma cosmologia em que seres humanos, rios, animais, floresta e estrelas fazem parte de uma mesma trama. Nas constelações, é possível reconhecer sinais sobre as chuvas, os rios e os ciclos da vida. Um conhecimento ancestral que começa olhando para cima — para compreender o que acontece aqui embaixo.
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7 - LUCIANA CARVALHOQuilombos Ribeirinhos Às margens dos rios amazônicos também vivem histórias de resistência e ancestralidade negra. No Quilombo Peafu, em Monte Alegre, jovens lideranças buscam o reconhecimento definitivo de seu território. Luciana Cavalcanti acompanha uma comunidade que conhece suas origens e projeta seu futuro. Uma história sobre pertencimento, memória e direito à terra.
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8 - ÁLVARO LIMAManejo das Águas Na Amazônia, a vida acompanha o movimento das águas. Álvaro Lima navega pelos ecossistemas pesqueiros e pelas experiências de manejo construídas com comunidades ribeirinhas. Ciência e conhecimento local se encontram na busca pelo equilíbrio entre pesca e conservação. Um aprendizado que começa observando o rio e respeitando seus ciclos.
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9 - AGENOR CAVALCANTIMúsica Ancestral Cascas, sementes, árvores, águas e cachoeiras: a floresta também é feita de sons. Agenor Cavalcanti percorre o encontro entre musicalidades ancestrais e novas criações indígenas. Jovens artistas encontram na tradição matéria para experimentar, compor e dialogar com o presente. Porque ancestralidade também pode ser invenção.
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10 - MÁRIO COHN-HAFTVôo do Imaginário Poucos lugares no mundo abrigam uma diversidade de aves como a Amazônia. Com Mário Cohn-Haft, entramos nesse universo de cores, cantos, comportamentos e surpreendentes adaptações. Mesmo próximas às grandes cidades, muitas espécies encontram maneiras de sobreviver às transformações da floresta. Observar as aves é também perceber as mudanças ao nosso redor.