Tem Saída?
Na frente e atrás das câmera, um grupo de pensadoras se encontra para imaginar saídas para as crises políticas que inflamam juízos e produzem abismos de comunicação no Brasil de hoje. “Tem Saída?” é uma série adaptada da obra homônima que reúne artigos propositivos de mulheres atuantes no front do panorama político contemporâneo brasileiro. Através dos temas governabilidade, resistência, democracia, corpo e imaginação, é possível mostrar que existem saídas a serem ouvidas, investigadas e construídas, com urgência.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA:
12
GÊNERO:
Documentário
REGIÃO:
Sudeste
NÚMERO DE EPISÓDIOS:
5
DURAÇÃO MÉDIA DOS EPISÓDIOS:
26
DIREÇÃO:
Erica de Freitas
SOBRE A DIREÇÃO:
Erica de Freitas é produtora executiva, roteirista e diretora. Graduou-se em Cinema e Audiovisual pela Universidade Gama Filho em 2007, mesmo ano que fundou a Encantamento Filmes. Entre 2011 e 2015, atuou como Coordenadora de Projetos Audiovisuais na Bananeira Filmes, participando da equipe executiva dos filmes Billi Pig (José Eduardo Belmonte, 2011 / Globo Filmes); Um Homem Que Voa: Nelson Prudêncio (Adirley Queirós e Maurílio Martins, 2013); Quase Samba (Ricardo Targino, 2013); El Ardor (Pablo Fendrik, 2014 / Participant Media) e Mate-me Por Favor (Anita Rocha, 2015). É produtora executiva da série A Linguagem do Cinema - II (Geraldo Sarno, 2017 / Canal Curta) e do longa-metragem Vidas Partidas (Marcos Schechtman, 2016 / Globo Filmes). É uma das produtoras executivas da série Adriano Imperador (Susanna Lira, Original Paramount Plus), que conta a história do craque brasileiro Adriano, lançada em julho de 2022. Pela Encantamento Filmes, Erica produziu os curtas Yomared (Mariana Yomared e Lufe Bollini, 2018) e Neguinho (Marçal Vianna, 2020); e os longas Entre nós, Um segredo (Beatriz Seigner e Toumani Kouyaté, 2020 / Vitrine Filmes) e Ioiô de Iaiá (Paula Braun, 2021 / Globoplay). Na direção, realizou o primeiro clipe musical da cantora Karla da Silva – música tema do álbum Quintal (2012). Em 2020, dirigiu 45 programas para a campanha política de Benedita da Silva. No momento, Erica acaba de dirigir a série documental Tem Saída?, contemplada no edital de TVs Públicas via FSA/2018. A série é uma adaptação do livro homônimo escrito por filósofas e cientistas políticas brasileiras, propondo saídas para a crise no país. Erica dedica-se, também, ao desenvolvimento de seu primeiro longa-metragem de ficção, Dalva-K.
Fim do Prazo de Licenciamento:
17/04/2028
EPISÓDIOS
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1 - Episódio 1Partimos do reencontro entre Winnie Bueno e Joanna Burigo, as pensadoras por trás da organização do livro “Tem Saída?”. Aqui começa a reunião de mãos e pensamentos que dão forma à essas duas obras - o livro e a série. Ao longo do episódio, as duas refletem sobre o processo de construção do livro, suas expectativas em torno da publicação e apresentam as autoras entrevistadas na série. Além de Joanna e Winnie, conhecemos Tatiana Roque, Laura Astrolabio, Jussilene Santana, Adriana Facina, Luka Franca, Daniela Mussi e Linnesh Ramos.
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2 - Episódio 2No segundo episódio, pensamos o contexto em que surgem essas reflexões: o que vem acontecendo no Brasil, social e politicamente, que deu fundamento para as disputas que se apresentam agora? Refletimos sobre o aumento da diversidade, em especial de classe e raça, nas universidades brasileiras; o aquecimento dos movimentos feministas; o incontornável ano de 2013 para os movimentos sociais; a eleição da primeira mulher presidenta do Brasil e o backlash; o crescimento da extrema direita.
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3 - Episódio 3No terceiro episódio, refletimos sobre uma dimensão fundamental do pensamento político brasileiro contemporâneo: o lugar do corpo, do racismo e das mídias, em seus atravessamentos. Conversamos sobre a mulher negra na política, dos bastidores aos cargos públicos; o potencial da internet como espaço democrático de formação e debate, e seu iminente risco das redes sociais como ferramenta de retrocesso e dispersão de discursos de ódio; as redes como terreno de disputa.
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4 - Episódio 4No episódio quatro, chegou a hora de falar mais detidamente sobre nossos gestos de resistência. Entra em debate o imbricamento entre política e subjetividade. Estão em jogo a ausência e o excesso do Estado, entre a falta de estrutura e a distribuição da morte como modo de fazer política. Em resposta à crítica da esquerda tradicional ao lugar do sujeito, pensamos: como a emergência e resistência de novos sujeitos políticos nas figuras das mulheres, das pessoas negras e indígenas, de pessoas LGBTQIA+ podem renovar a política brasileira?
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5 - Episódio 5No quinto e último episódio da série, queremos liberar a imaginação. Tem saída para as mulheres no Brasil? Em resposta à violência e à morte, as mulheres inventam formas de continuar e tomar as rédeas das políticas que afetam seus corpos e suas vidas. É preciso ampliar o alcance do pensamento democrático e comunitário. Tem saída para a crise política no Brasil? A saída está na coletividade e na imaginação radical. As vozes dessas mulheres ecoam: tem que ter saída.